domingo, 15 novembro, 2015

Se eu tenho um diário? mas que pergunta foi essa? 436… qual era mesmo o número… nunca lembro o número.. um chinês?! mas o que a porra do chinês está fazendo? não sei se aguento mais disso…preciso me livrar desse maldito hábito, mas eu gosto do gosto do vermelho… não sou bom em me livrar… Um chinês? mas que diabos! estão por toda a parte agora, falando entre os dentes e parecendo estranhos da primeira vez… fora do espaço, do esquadro… perfume… maldito perfume. perfume bom, bancos de couro… que papo foi aquele de diário? asas, ás vezes asas, ás vezes um céu inteiro, só de sacanagem… acostuma, com quase tudo se acostuma… com a dor, a falta de ar… com a clemência… dá pra ir mais rápido e essa coisa voa no asfalto… dá vontade de rir até… está aberta a temporada de caça aos coelhos… coelhos roxos, vermelhos e azuis, todos mortos pendurados nas cercas brancas e bem comportadas… onde é proibido abrir bem as pernas e mostrar aos estranhos … coelhos filhos da puta… não sabem se comportar e acabam todos no  mesmo ponto… bem em frente e ao lado… coelhos maus, coelhos bons, pouco me importa… pouco me importa o proibido.

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