para Neil Young… somos o que não parecemos ser


E o velho homem ginga em cima do palco, empunhando a velha companheira, aquela que sempre esteve ao seu lado. O velho homem canta sobre dias bons e ruins, canta o amor que ficou na memória, onde ficam os amores que não tiveram fim. Dentro do velho homem permanece o que ele sempre foi, a criança velha, jovem velho. Era de se esperar que ele ficasse a vontade com seu corpo velho, mas não. Lentamente ele se tornou a criança e toda sua vitalidade e curiosidade, o jovem e suas inquietações e desilusões. Não precisa mais do velho. Passou a vida tentando esquecer que era o velho quem existia o tempo todo, bem lá no fundo, onde a maioria das pessoas não percebem, não podem ver.  

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