Neil Young


neil young_autobiografia

Bem legal ler Neil Young. Bom saber dos erros que cometemos e que marcam uma vida e não podem ser deixados pra lá. Neil não esquece. Convive com todos eles e não acredita em perdão. Convive com a sua culpa – pelos seus filhos, pela distância em que sempre se colocou do que chama família. Ele convive com a amargura de um homem que não sabia como amar e que depois de muito tempo descobriu sozinho que era sim capaz de dar e receber amor, mas nunca conseguiu a plenitude. Descobriu-se envelhecendo nem sempre junto dos amigos e das estradas e caminhos que tanto ama e que são fundamentais na vida de qualquer pessoa. Neil sempre soou diferente para mim. Eu achava mágico aquele homem enorme com um violão, a gaita na boca e a voz embargada, cheia de histórias, captando fragmentos da vida por onde passava. Neil nunca foi óbvio pra mim, pelo contrário. Parecia que ele habitava as sombras, a minha sombra – de uma maneira fantástica eu acreditava nisso cada vez que pegava o violão, que aquela criatura ganhava vida conforme eu ia fazendo canções. E foram algumas minhas e muitas do Neil. Grande homem solitário existe um lugar esperando por você por mim e por todos que rasgam a alma sobre a terra. Nós sabemos disso e enquanto não chegamos a esse lugar, seguimos com as canções. Elas são fundamentais para nós, assim como a solidão.

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