Tudo morre para que você possa existir


Tudo morre para que você possa existir. Desfiro o último golpe na cabeça do animal e ele cai um baque surdo. Fica ali, olhando para o nada que eu significo. Levanto meu braço e limpo a testa, cansa a morte, cansa a vida. Não sei qual me desanima mais. Essa noite eu gostaria muito de te convidar para um baile, uma dança, mas não sei nem onde você foi parar e nem como eu vim aqui parar. As paredes devem saber de alguma coisa, mas não querem me contar. Eu provoco, bato nelas, atormento, cuspo e ofendo a cal e o cimento, mas nada. Continuam ali, como se o assunto não fosse com elas. Tudo morre e você existe, cansa e desaparece. Tudo mato desde o dia em que te conheci – matei um amor, duas vidas, e continuo com essa sina.

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