Da onde eu vim?


Uma pergunta que sempre rola, que virou até piada pros músicos, quando você faz parte de uma banda e essa banda toca mundo afora – ou não -,  e quando alguém da imprensa quer entender e passar pra quem quer que seja qual o tipo de salada sonora que você faz, podem esperar  que vem a pergunta: Quais são as suas influências. Batata. Os descolados dizem os nomes da moda e citam, por mais que não ouçam – alguns até ouvem mesmo e conhecem, mas isso de nada adianta, continuam  fazendo merda -, nomes da velha guarda pra dar um peso no conteúdo. Eu sei que rola assim a parada. Já dei entrevista em alguns cantos deste país e sempre foi a mesma coisa. Falta de assunto? Não. É tipo BEABÁ do nosso do rock. Tem uns caras que gostam de chocar e dizem bandas bizarras, que ninguém nunca ouviu falar e umas nem mesmo existem. Bom, eu sempre citei as mesmas. Claro que sou influenciado a cada dia. Agora mesmo estou sendo influenciado por umas latinhas de cerveja. Uma das banda que tenho o maior respeito e admiração é o Opinião Pública, de Curitiba. Eu “cresci” ouvindo os caras. Foi a banda da minha adolescência, e o primeiro sutiã… Bom, eu me convidava pros ensaios dos caras que aconteciam num jardim de infância, onde o vocalista, Arnaldo Machado, o Caco Machado, morava e, claro, dava aulas. O nome era  “A Chave do Tamanho” – no Alto da XV, era isso mesmo, Flávio? Nunca esqueci e sempre achei que tivesse a ver com o Peter Pan o tal nome. Eu, além de ver os ensaios, aprendi tocar baixo com o Alberto Lins, O Kiko. Eu ficava prestando a maior atenção no que o cara fazia e tentava, em casa, fazer no violão – eu não tinha um bass naquela época. Na verdade, eu queria mesmo era ser guitarrista, comer mulher pra caralho, mas olhando o Walmor Goes, O Frank, eu desisti. Achei muito complicado – é que o Frank é um virtuose no instrumento, não dá pra explicar o cara. Não que o Alberto seja menos músico que o Frank, ou que o João (bateria), ou o próprio vocal do Arnaldo, não é isso. Só Deus sabe o quanto eu xinguei o Kiko, por não conseguir a tal sonoridade na canção – eles me presentearam com uma fita K7, contendo as canções e com umas folhas com as letras, alguma harmonia constando nos papéis, mas nada que me levasse ao lugar certo, nem um sinal. Assim foi meu aprendizado: Eu ia aos ensaios, grudava no Alberto (Kiko) e depois, em casa, enchia o saco do meu irmão até aprender “A Praia X”, clássico do OP. Foi assim mesmo. Muita luta até que consegui convencer alguém a me dar um contrabaixo. daí a coisa ficou um pouco mais próxima. Até hoje escuto os caras e sempre vou ouví-los. Chamo o Alberto de mestre, não por acaso e tenho o maior prazer de ser amigo de todos os meus ídolos. Agora, com essa parada de blog & internet & sons, posso dividir com todos. Aí vai uma do CD “Opinião Pública”, a faixa 03, “Ama, isso é Vital” – não é o Caco no vocal, mas o  Alexandre Toniolo, eles devem ter tido uma treta qualquer que não vem ao caso. Sempre começo o Cd por essa. É como se eu precisasse sempre lembrar que amar é sim um bom começo.  

Anúncios

6 Responses to Da onde eu vim?

  1. Era no Hugo Lange, a casa. Isso mesmo. A gente invadia o ensiao dos caras, hahaha. Minha maior influência também. Nós sabemos, Rubão.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: