Catch a Fire


No more trouble. Bob Marley era esperto. Tem aquela história dele chegando no gueto com uma BMW novinha em folha e o chefão dos Rastafaris  intimar ele por comprar uma caranga daquelas. Ele explicou que o carro tinha as iniciais da banda “Bob Marley and Wailers”. Cara esperto. Escapou por pouco da ira dos negrões. Também fiquei sabendo que, mesmo depois de morto, ele continua ganhando dinheiro. Kurt Cobain é o cadáver mais bem pago do mundo. Até no além  a Courtney Love como empresária? Coitado do Cobain. Nem morto descansa. Bob ganha mais que muita gente que se acha “viva” neste mundo. Não sou chegado em reggae. Gosto do Clash mais que Peter Tosh. Quando comecei a tocar, o vocalista da minha banda era louco por Bob Marley. Eu escutava, por tabela, Aston “Family Man” Barret no baixo.  Um ritmo parado, uma coisa que me dava nos nervos mesmo. Precisava de aditivos, no caso “ganja” pra ouvir. Eu odeio maconha. Sou mais pro lado negro da força – eu, o Dart e o Eddie “Vader”.  Antes o reggae falava só ao gueto. Bob deu uma roupagem pop à coisa toda e o estilo se espalhou pelo mundo, mais ou menos como seus filhos. Bob era esperto, sagaz, quase um justiceiro do reggae. I shot the sheriff  ajudou até o Clapton a emborcar umas garrafas goela abaixo. Bacana esse Bob. Gostava de futebol, apesar da seleção Jamaicana ser uma bosta completa. Bob veio para o Brasil, jogou futebol com Chico Buarque, Toquinho – o Vinícius de Moraes morreu no mesmo ano em que Bob esteve por aqui, nem sei se chegou a fumar “um” com o poeta negro do gueto. Bob Marley também morreu, logo depois, no ano seguinte. Lembro do Fantástico, o “Show da Vida” mostrando também o outro lado desta.  Naquele tempo nem se sonhava com maconha medicinal. Acho que não se sonhava com nada, nem naquele tempo e nem agora. Tivemos sim uma sucessão de pesadelos. Bom, mas Bob fez o que tinha de ser feito, o que veio fazer, e agora deve estar apertando “um” pelo espaço, com a rapaziada da sua banda – uma parte já deve estar tocando no além também. Descobri um disco do Bob entre meus Cds (Catch a Fire, 1973, remasterizado), onde tem a canção Slave Driver. Eu não falo inglês e não entendo merda nenhuma, poucas palavras, então recorro a traduções na internet. Li a tradução de Slave Driver. A música, a melodia de Slave Driver é uma das poucas que gosto no reggae. Tem um baixo muito bem feito, coeso e envolvente, como o resto dos instrumentos. Continuamos escravos, Bob. Independente da cor. O problema continua, mas se ganharmos essa copa, bom, que os problemas fiquem pra depois, certo?

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6 Responses to Catch a Fire

  1. arara disse:

    e ai rubemca!
    Bem loka essa foto, no dvd do chico, ele fala que é a foto que ele mais gosta…( eu acho..)
    abraço brother!

  2. Leo Vinhas disse:

    O batera, Carlton Barrett (irmão do Aston), morreu cheio de bala, até onde sei. E não tô falando de ecstasy.

    Reggae me enche. Mas ska é massa. Ska mesmo, não essas paradas de ska core e afins. E dub também. Curte?

  3. jahir disse:

    eu não gosto de reggae eu gosto de bob marley yeah!!!! abraxxxx rsrsrsrsrsrs valeu bassman

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