Não vá furar, prego…

Domingo, 29 Março, 2009


Resumo da Ópera

Domingo, 29 Março, 2009

Quatro interferências sonoras em SP. Essa coisa de banda, de rock&roll, é “du caralho”. Não mata ninguém não, pode acreditar. Claro que você não dorme, não come, não toma banho, não escova os dentes e nem come ninguém, mas porra, não saberia fazer outra coisa. Tocar com o Ruído/mm foi uma das melhores que aconteceu na minha vidinha medíocre. Os caras são foda! São rock de verdade, sem nhém nhém nhém, sem viadagens, sem pagar pau pra não sei quem ou o caralho a quatro – e sem boas intenções também, o que ajuda e muito. Chegamos em São Paulo por umas oito, nove horas. Quem me conhece um pouco sabe que tenho hojeriza pela manhã. Não funciono, não dá certo, não foi a vida que pedi – acordar cedo e trabalhar de manhã.  Bom, Poploaded pra fazer. Piloto automático ativado. Gostei do pessoal. Me pareceram bem cuidadosos e atenciosos. O carinha do som (pra variar, não lembro o nome de ninguém, não adianta, e era de manhã cedo ainda), fez tudo com muito cuidado. O da luz ídem. Criamos uma atmosfera meio sombria até – Gotham -, que eu acho, pelo menos o que vi nos monitores do estúdio, vai ficar muito foda. Bonzão mesmo. Fizemos umas cagadinhas e repetimos coisas. Normal. Todo mundo virado, cansado, suado e aquele calor infernal, coisas acontecendo e você tendo de prestar atenção em muita coisa/mm. Minha opinião: Muito bom. Vamos ver se não dá merda na edição do cara, etc, etc. Bom, depois disso não lembro o que aconteceu, Sério. Não sei se fomos pro hotel, não sei realmente o que aconteceu. De noite – aí sim, é comigo mesmo, fizemos, na opinião geral da banda, das pessoas que estavam no Neu (como que fala essa porra de nome mesmo Rafa? É que o Rafa é jornalista, não sei se vocês sabem, tipo, o cara manja mesmo dessa pronuncias escrotas e tal, né não Rafa viado?), dos ameríndios, dos poloneses e dos corintianos presentes – cara, como tem corintiano em São Paulo, coisa de louco. Na chegada uma puta impressão estranha. A porra do lugar é uma casa. Não tem placa nem nada. A gente ficou ali, dando um tempo e nada acontecia. Parecia um “squat”. Bom, os caras do bar chegaram, abriram a parada e a impressão continuou. O equipo da casa é precário pra banda. Inda bem que os ruidosos levam tudo – quando digo tudo, é tudo mesmo. O baixão foi em linha e me deixou bem apreensivo. Toda a impressão inicial do lugar se esfarelou quando a casa abriu e as pessoas começaram a chegar – até o maluco do Tomás apareceu com a Del. Lotou! O som ficou foda pra caralho! As pessoas não saíram de frente da banda! A gente tocou bem pra caralho, aliás, foi uma das melhores apresentações do Ruído/mm. Tudo ali, no talo, na dinâmica baixa, nos timbres e efeitos. Lindo show! Nunca fui tão “assediado” investigado, “enchido o saco” como nesse show. Muito massa ver o interêsse da rapaziada pela banda, pelos malucos alucinados que acabaram de tocar. Valeu ao pessoal da casa (Neu). Valeu ao Rodrigão, que fez o som, e fez bem. Parabéns cara. Mandou bem. Assustou no começo, mas mandou muito bem. Bom, também não lembro direito o que aconteceu depois desse show. Lembro que acordei no hotel (um  flat com piscina, na Aclimação. Du Caralho) com o interfone tocando pra caralho. Lembro, vagamente, que pedi um rango na madrugada, que liguei a TV e que… bom, sei lá. Me acordaram com um prato de comida e eu tava com uma fome estranha. Comi só a carne do Parmegiana. Manhã seguinte: Casa do Mancha e Música de Bolso. Foda esse Mancha. O cara abre a casa dele pra festa e tal. Mas é na casa que ele mora de verdade. É alguma coisa do gênero Peixe-Cachorro – pra quem teve um pouco de vida inteligente na noite curitibana e tem mais que 35, sabe do que eu tô falando. Bem no jeito Peixe-Cachorro. Fizemos a gravação pro Música de Bolso ali mesmo, acústico – logo o Ruído e seus 500 pedais!-, com percussão e uns instrumentinhos do Mancha que fazem sons bem malucos – o Rafa tocou uma galinha de borracha que ficou du caralho. Tô curioso pra ver. Noite de novo: Ótimo. Mesma coisa do Neu: Pessoas chegaram, o som tava bom, o show ídem… Porra, nada melhor quando os Deuses relaxam e deixam a gente trabalhar por conta própria. É tão mais fácil assim. O bacana é que pessoas que estavam no show do Neu e viram a gente tocar, foram à casa do Mancha pra ver de novo. Porra, isso enche a gente de tesão – que  o diga Pil e Rafa, né não? Estou quase vivo, porém feliz. Estou em São Paulo, na casa da sister Morphine Fernanda D´Umbra – com com direito a sofá novo e tudo. Estou cansado mas feliz com o Ruído, com esses caras malucos que conseguem fazer a gente renascer das cinzas. Essa semana: Ensaios da Fábrica de Animais. Tô com saudades dos brothers. Tô com saudades do som e show da Fábrica. Vamos tocar dia 12 e 13/04,aqui em São Paulo. Quando rolar, coloco os “cartazinhos”. Muito bom estar vivo. Bom ter pessoas talentosas em volta. Bom ter cumplicidade nas coisas. Bom poder sair de casa, sentir o ar na cara. Bom ter o que fazer quando o mundo estiver bem na beira do abismo. Bom poder sorrir e olhar bem dentro dos olhos, de quem quer que seja, e saber que tenho histórias pra contar, belas histórias. Sobrevivemos apesar das intrigas e das opções equivocadas. Assim é a vida, espero. Tomara que ela comece a ser boa pra nós, antes do fim.


Shows Ruído/mm São paulo (27-28/03) e Curitiba (04/04)

Quinta-Feira, 26 Março, 2009

Uma maratona em terras paulistas do Ruído/mm, mas banda é pra isso mesmo, ou não? Serão quatro shows em dois dias – tomara que a gente sobreviva.  Faremos o Popload,  show no Neu Bar, o projeto Música de bolso e, pra finalizar, mas não menos importante, show na casa do Mancha. Vou colocar o set que a gente vai fazer lá. Quem gosta do Ruído sabe que o bicho vai pegar. Estão todos convidados pra “apreciar” a rapaziada mandando rock instrumental da melhor qualidade. Conto com os “paulistas” lá. Abração e nos desejem sorte!

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gravação POPLOAD

1. Petit Pave
2. Mariachis
3. Sanfona
4. Nova

SHOW NEU!

1. Petit Pave
2. Mariachis
3. Sanfona
4. Valsa dos Desertores
5. Nova
6. Baixo e Guitarra
7. Praieira
8. Folk

SET Música de Bolso

1. Mariachis (o essencial, sem inventar moda)
2. Valsa (idem)
3. Se possível, experimentação na rua.

SHOW casa do Mancha

1. Valsa
2. Petit Pave
3. Sanfona
4. Baixo e guitarra
5. Mariachis
6. Praieira
7. Nova
8. Folk

E  na terra dos pinheirais, famigerada Gotham, dia 04/04

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Criança

Quarta-feira, 25 Março, 2009

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A empoeirada…

Quarta-feira, 25 Março, 2009

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dança

Quarta-feira, 25 Março, 2009

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Minha primeira foto. Bacana pra caralho fotografar (ainda não sei lidar com o Photoshop, então a foto tá crua ae). Tô aprendendo, mas tô bem empolgadão. Vamos ver onde vai dar a parada.


ruído/mm em São Paulo

Terça-feira, 24 Março, 2009

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Show ruído/mm

dia: 27/03

local: Neu Club, rua Dona Germaine Buchard, 421, Água Branca(próximo ao metrô Barra Funda)

entrada: R$ 15,00

www.peligro.com.br


Uma Pilha de Pratos na Cozinha

Segunda-feira, 23 Março, 2009

Hoje, segunda, 23/03,  tem “Uma Pilha de pratos na cozinha”, texto e direção do meu irmão Mário Bortolotto. Estaremos lá. Depois, vamos tentar tomar alguma coisa que não faça tão mal  pra saúde, hehehehe.

Ficha Técnica

SÃO PAULO – São Paulo

Texto e direção: Mário Bortolotto. Elenco: Otávio Martins, Alex Gruli, Paula Cohen e Eduardo Chagas.

Baobá Produções Artísticas

Serviço

Datas: 23/03 – 20:30, 22:30
Gênero: Drama
Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00
<!– Ingressos: Bilheteria do local; Ingresso Fácil (www.ingressofacil.com.br)
–> Local: Casa Vermelha – Rua José Bonifácio, nº 15 – São Francisco


Sem ar, sem cigarros

Sexta-feira, 20 Março, 2009

No vácuo não tem fogo. Esqueçam George Lucas. Eu também fiquei chocado. As palavras passam rápido sobre a cabeça, sobre guardanapos, sobre a cerveja. Da até pra esquecer a dor de barriga. Um cenário sempre em ruínas e estudantes de direito, às três da tarde, enchendo a cara. Não pode dar certo. Não deu pra mim, não deu pro Miguel. Pro Miguel, bastam cinquenta centavos. Eu queria uma metralhadora e o Arnold de volta na telona. Mickey Rourke está ótimo. Temos uma cena: uma mulher de preto, com uma coca-cola, daquelas tradicionais mesmo, pendendo da mão, do braço. Salto alto é uma arte pra poucas. Penso em Maga Patalógika. Sempre tive atração pela Maga. Veja bem: bruxa, de preto, meias 7/8 – é isso mesmo? – com roupas sadomasô, atrás de um pato idiota.  Eu sou o pato idiota. Tem sempre uma boa idéia pra tirar a alma do marasmo. Tem sempre uma despedida. Tem sempre alguém que não entende nada, alguém começando a vida, a entender um pouco o que resta da sanidade humana. Eu já tive treze anos. O filho do Cássio tem. Ele não fala, então falo eu. Moleque gente boa. Na idade dele eu não ficava quieto, talvez por isso tenha apanhado bastante. Pensando bem, ia apanhar de qualquer maneira. O cenário escurece e fica frio, não pra mim, mas fica frio. Cinza é uma cor fria, ou não é? Não existe reflexo. Não existe paradigma qualquer. O que existe é uma estrada, uma estrada escura e nublada, um caminho. Onde vai dar? Sei lá. Tenta a sorte.  Ninguém parece prestar atenção na dama de preto. Bruxa, penso. Ninguém parecer prestar atenção no molho de pimenta encalacrado na bordinha da tampa – isso, uma hora ou outra, vai fazer um mal da porra. Ninguém parece prestar atenção, mas tá tudo ali. Uma passagem pro inferno: cinquenta centavos.  Um gole de cachaça: idem. A mulher de preto: não sei exatamente, mais que trinta é. Uma tarde pra jogar fora, dados talvez. Um resgate inesperado, um telefonema  perdido… sou fã de ficção científica. Leio muito sobre asteróides e planetas que nem sei se existem mesmo, e nem vou saber. Eu quero mesmo acreditar em alguma coisa que não seja a minha vida, Deus. Eu quero. No vácuo, não existe fogo. Um pouco da esperança que eu tinha era parte deste fogo. Agora sei que ela também não deve, não pode existir.


A quem interessar

Sexta-feira, 20 Março, 2009