Não preciso dizer mais nada…

Sábado, 29 Março, 2008

NOTÍCIAS DOS ÚLTIMOS TEMPOS

A notícia é que estou mais velho. A notícia é que até tentei fazer alguns planos. Não deu certo. Então deixei pra lá todos os planos e resolvi que de agora em diante vai ser como sempre foi. A boa notícia é que continuo ouvindo rock and roll. A má notícia é que tentei fazer o meu melhor. É que o meu melhor nunca é sequer a metade do suficiente pra qualquer um. A notícia é que me enchi de culpas, como sempre. E a conclusão é que eu quase virei uma sombra triste do que podia ser. Quer dizer, virei. Mas não vai ser pra sempre. Porque sempre foi tão fácil me colocar pra baixo. A boa notícia é que acho que ainda faz sentido. A má notícia é que hoje chove lá fora e eu tenho uma garrafa de whisky me seduzindo.  A boa notícia é que eu vou sair na chuva. A notícia que eu não sei se é boa ou ruim é que alguém está sorrindo por trás da vidraça. A boa notícia é que uma fugidia sensação de felicidade jamais será encarada como uma notícia ruim. Então deixo que as notícias se percam quando novas notícias se destacarem. A notícia é que eu vou voltar a beber sem trégua. Vou voltar pra mesa de bilhar. Como diz Renato Fernandes: Aquilo que alguns chamam de lar. Eu diria que é o único que já conheci. A notícia que eu tenho é que é inevitável. Por mais que possa parecer amargo, pra todos vocês só desejo uma coisa: Tudo de Bom.

                                                            Mário Bortolotto às 23h31


NATIMORTO

Sexta-feira, 28 Março, 2008

  Eu não perco por nada! Já tenho o meu ingresso!!

E a Fernanda avisa… mas é claro que a gente vai cumprir as promessas, sister!!!  

AMANHÃ, SEXTA-FEIRA (28/03) Viajo para Curitiba para acompanhar as apresentações de NATIMORTO, peça baseada no romance de Lourenço Mutarelli, que foi adaptado para teatro e dirigido pelo Mário, para quem fiz assistência de direção. A peça acontece no sábado e no domingo. Detonam no elenco Maria Manoella, Nilton Bicudo e Martha Nowill. Se você está em Curitiba e se ainda há ingressos para a peça (não sei dizer se há), apareça. Recomendaria esta peça para meus inimigos, se os tivesse. Para os amigos, recomendo também. E por estes, espero. Aliás, Rubens e Flávio, cumpram suas promessas.

                                                                  Fernanda D’Umbra


Plêiade

Sexta-feira, 28 Março, 2008

O Claudião (Korova Bar) colocou umas canções da Plêiade lá no My Space da banda (linkado aqui do lado) . Vale conferir.

Plêiade


LANÇAMENTO – CD D’OS MARLENES

Quinta-feira, 27 Março, 2008
osmarlenes.jpg

Os caras pedem pra avisar que o show “D’Os Marlenes” é por volta da meia – noite (around  midnight! massa!). Tá dado o recado! Bom show a todos.


Quarta-feira, 26 Março, 2008

Fiquei em casa hoje a tarde. De noite não vou sair. Não tenho mais vontade de sair. Já saí muito. Quando eu andava por aí, a rua tinha o que me interessava. Hoje não mais. Não mesmo. Fiquei vendo uns shows da Cássia Eller e uns filmes, na TV. Fiquei pensando que é uma puta sacanagem esse negócio de morrer. Fiquei pensando que minto quando digo que não penso nisso, que não tenho medo dessa porra de morte. Não tem nada a ver com céu ou inferno. Não tem não. Tem a ver com as coisas que eu gosto daqui, deste “meu mundo”. Tem a ver com as pessoas que eu gosto (de conversar, brigar, etc). Tem a ver com música, com as coisas que a gente tá acostumado a fazer. Sou muito ligado nisso. Não me mudei de Curitiba porque não quero mesmo estar em outro lugar. Gosto de saber onde estou, o que vou encontrar depois que eu viro a esquina, essas coisas. Não acho que saindo daqui vai me fazer um cara melhor ou pior do que sou, pode apenas pode me trazer uma melhor condição de trabalho, financeira, mas não tô tendo muitas ambições ultimamente. Penso que já fiz o meu melhor. Agora é só uma repetição – e nem é tão boa assim. Me entristece muito saber que não vou ver mais a Dusty qualquer dia desses. Quer não vou mais ouvir a porra do som do contrabaixo. Que não vou mais ouvir ela dar risada ou me mandar à merda. Que não vou mais beber com meu amigo Igor e combinar uma estrátégia anti-mediocridade. Que não vou mais ligar pro Carlão e pro Linari, que não vou mais falar com meu irmão Bortolotto. Saber que não vou poder mais fazer essas coisas me entristece e muito.  Vai chegar essa hora, pra mim e pros caras. Com certeza vai. Eu nunca vou estar preparado. Por isso me perdoem, eu não vou mesmo em enterros. Não consigo. Desculpem-me.


Pois é…

Quarta-feira, 26 Março, 2008

Eu soube. O Juliano Volpato me mandou uma mensagem. Eu tava lá gravando o lance da TV. Não vou em casamentos nem em enterros – nem no meu enterro vou estar presente, então esqueçam.  China, seu cafajeste… um brinde!

 Olá, amigos quero lembrar sobre um amigo jornalista que faleceu neste fim de semana. China Meneghetti faleceu discretamente durante um feriado, é bem dele, era muito discreto detestava os paredões de pessoas, preferia sua cozinha, o mercadorama da sete de setembro e bares pequenos, preferencialmente undergrounds, onde ainda existia alguma originalidade, conversas inusitadas e luzes apagadas. Alias China, detestava holofotes, isso apenas para lembrar que uma foto em jornal, ou em um site, apenas com comentários superficiais não podem explicar quem era esse homem. China era jornalista, competente, porem pouco produtivo e nunca reconhecido profissionalmente. Mas quem disse que o China queria outra coisa, são caminhos pessoais que quando percorridos não tem volta, pertencem apenas a ele, que sabia o que lhe doía! Nos deixou, nesse mundo rodeado de imbecis… Graças a Deus, nenhum deles era seu amigo. China não era um numero e não se comportava como um, por isso seguiu por outra rota, sem se preocupar com propriedades e sucesso. Quem disse que ele ligava pra isso! Ao contrário, o China é muito mais do que será dito, pois ele era uma grande fonte do jornalismo cultural paranaense, sabia mais que todos, antes e melhor. Em tempos em que a Internet ainda não era popular, China ouvia seu radinho nas ondas curtas com noticias da música internacional transmitidas pela BBC de Londres, e a noite, alimentava meia cidade com noticias fresquinhas que só chegariam aos veículos locais muito depois. China antecipou tendências, demonizou certezas, batizou bandas, contou histórias, re-inventou bares e mitos. Associado ao nome do Sheena Bar virou marca (detestava! – Meu nome é China, com C.H.I.N.A, e não com S.H.E.E.N.A), de fato foi ele quem deu o ponta pé inicial para o Sheena Bar, mas o que isso importa…    

O que mais vão lembrar, é que o China trocou o dia pela noite e que bebia muito (Acho que não bebia muito). É fácil ver a superfície! Mas ninguém sabe sobre o verdadeiro China, mas se não sabem é porque não perguntaram, pois ele responderia. É difícil avaliar uma vida, mais difícil para um amigo lembrar que ele não deixou filhos, não plantou um arvore, e afinal ele não deixa nenhuma obra, nenhum livro e apenas alguns poucos artigos. Não deixou nada? Como assim não deixou?! Qual amigo do China que pode dizer que nunca aprendeu alguma coisa com ele!? O China não era de holofotes, preferiu influenciar fatos de nossa história e nos ensinou muito, suas experiências ficam…
Quando o pai do China faleceu, fizeram uma placa com uma homenagem no Country Club. O China detestava o Country Club… Penso na placa em homenagem ao China, ela está em minha mente, pois o China não gostava de homenagens. Apenas lembranças, de coisas que não podem ser explicadas. Como por exemplo o que representa e o que sentiu quando comprou seu primeiro toca discos estereofônico e colocou Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, no final dos anos 60. Desde aqueles tempos, quando descobriu o estéreo, China se transformou em testemunha ocular dos fatos, atento a detalhes, Left-Right, viu os Metralhas Beatles Again anunciar seu fim no clube Curitibano em 1970, e anunciar (em meio a sons que pareciam Pink Floyd) que daquele dia em diante se chamaria “The Brain” (nunca mais se ouviu falar disso!). No mesmo ano viu Os Mutantes, e não parou mais de ouvir e ver todas as novas bandas dos últimos 40 anos. E do Batuque do China? BATUQUE DO CHINA… Ninguém vai saber sobre essa coisas e muito menos a importância que tem. Mas o China, não era só jornalista, era uma pessoa integra e de bom coração, sempre tinha uma boa conversa, alias suas palavras devem ser buscadas antes que se percam, pois China era um grande inventor de aforismos. Sabia tudo sobre tribos urbanas, história, esportes, música, e tantos outros assuntos. Em sua genialidade e simplicidade não buscou reconhecimento, ao invés preferia dividir generosamente suas palavras em mesas de bar. Por isso ele era a “fonte” para os jornalistas, não precisava dos holofotes, pois brilhava no escuro.

                        (do amigo, Manoel J. de Souza Neto)


Sexta-feira, 21 Março, 2008

Wednesday’s song

 

Comprei um belo rifle numa loja de penhores. Talvez eu estoure algumas cabeças até chegar em casa. Talvez só compre cigarros. Não sei no que um homem-bomba pensa antes de virar pó, ou no que ela pensa antes de sair de casa, com aquele batom. Os dois devem ter as suas razões. Sei realmente muito pouco sobre as pessoas e as coisas da vida. Talvez deva começar a anotar os detalhes importantes numa dessas cadernetas que vendem nos supermercados. Quem sabe ajude em alguma coisa. 

 

Para John Frusciante


Que Iron Maiden nada… metal é isso aqui

Domingo, 16 Março, 2008

Falei num post aí sobre  Paganini, um violinista foda pra caralho. Pra quem não conhece a obra do cara, tá um exemplo aqui. Saca só o tipo da chinesinha… 

Tianwa Yeung -  Paganini .24. Caprices 5


Pode crer…

Sexta-feira, 14 Março, 2008

Nine Inch Nails- ouça, baixe… free…

Sexta-feira, 7 Março, 2008