Um dia todos vamos estar nos jardins celestiais, usando velhos jeans, penteando nosso cabelo pra trás com gomalina, ou margarina mesmo, e pisando pra valer na grama com nossos velhos e diabólicos “All Stars”. Um dia o mundo vai ser bom e puro com os caras como a gente, mas acho que não vamos mais estar por aqui pra ver isso de perto. Espero ter não ter passado impunemente. Espero ter me machucado muito no arame farpado que guarda, do outro lado, a felicidade. Espero que as cicatrizes que carrego digam o meu verdadeiro nome. Espero chegar na porta do paraíso e gritar bem alto “pai, tô de volta, seu velho sacana, e não gostei de você não ter me pago, pelo menos, a passagem de volta. Tive de me virar por minha própria conta esse tempo todo, mas agora dá um abraço. Isso depois a gente acerta”. Espero que a banda esteja afiada nas novas canções. Que Jimi esteja melhor do que nunca. que Morrison esteja mais charmoso e sensual e me apresente às novas amigas. Espero que Mr. Bohan esteja empilhando as garrafas do que quer seja que se beba por lá – vinho!? Será? Não vou querer muito papo com Janis não. Ouvi dizer que ela é “problema”. Espero que então o sofrimento e a amargura sejam só uma lembrança perdida no passado…
Então… vodca é foda! Mas eu tava precisando disso. Semana muito ruim. Lavar a alma, de preferência com muito álcool, é sempre bom. Peço desculpas aos brothers, que me salvaram… quase quebrei o baixo do baixista da Fernanda… puta cagada… acertei um direto no Linari… porra… desculpa ae, brother… o Mário tá com as costas fudida… ele caiu tentando me botar na cama… porra… sem comentários… acordei colado na cama… cheia de sangue… e o cara perguntando se eu queria que trocasse a cama… sem comentários… Linari… porra… sei lá o que me deu… paranóia… bom… não lembro de muita coisa… mas foi foda… muito foda… vamos ao bar!
Preciso explicar isso. É o seguinte: Ando muito, mas muito mal-humorado, então nada melhor que ver garotas legais, que tocam baixo e tal…
A primeira é Suzi Quatro. Quando eu tinha sete, seis anos, meu irmão morava em São Paulo e comprava a revista POP. Quando ele ia visitar a gente em Irati, eu lia. Suzi era destaque no universo masculino do rock. E tocava baixo. Veio daí a minha influência – que Jaco Pastorius nada-, minha vontade de tocar baixo, não dos marmanjos roqueiros. Demorei pra perceber isso. Essa música “48 Crash” virou anúncio de tudo na época. Eu me lembro. Hoje Suzi é uma senhora evangélica, mas ainda toca baixo. Sei lá o que passa na cabeça das pessoas. Parece que ela passou uns maus bocados – mas quem não passa? Bom, Suzi Quatro, ”48 Crash”.
Melissa Auf de Maur é outra dessas baixista boas de baixo. Não sou muito fã dela não, mas ela toca, e tocou, com caras fodões ( tá no Smashing Pumpkins, do Bily Corgan, se não deu um “piti” no cara e ele acabou com a banda de novo). Acontece que a mina desce a mão no baixo e faz um som que muito marmanjo não tem a manha. Não achei nada ao vivo com som descente, mas no clip dá pra ter uma idéia do que eu tô falando. Melissa Auf de Maur, “Followed the Wave”.
Vou incluir essa, que toca funk pra caralho e tem um “swing ” filha da puta de bacana. Meshell Ndege’o'cello, “Slap Funk”.
Agora quero ver se acho umas “brazucas”, que tocam bem e tem outros “quesitos” também. Tá passando a ira, de leve, mas tá passando.
O Pedro lembrou da Kim Gordon. bela lembrança. Sonic Youth, com Bull in the heather
Uma semana pra lá de foda. Carro na oficina, som queimado – a porra da luz apagou e levou meu som com ela-, cachês em atraso – ou seja, sem grana. Nem esta merda de blog funciona direito. Um mau humor da porra – nem poderia ser diferente. Mas tudo bem. Tô embarcando pra sampa amanhã pra ver e tocar com meu brother Mário Bortolotto na “Tempo Instável” – é uma honra. Espero tomar todas pra afastar a “zique-zira” de uma vez. Tá foda. Mas acredito que nada melhor que o bom e velho rock’n'roll pra botar as coisas no lugar. Té a volta.
Esqueci de colocar aqui o lance do show. Agora vai, com as palavras do Mário.
Tem show da banda “Tempo Instável” que é a nossa banda de jazz blues de fundo de boteco. A gente vai estar participando do Festival Fábrica de Animais organizado pela Fernanda e pelo Flavinho. Vamos estar tocando logo depois do show da banda “Fábrica de Animais” (justamente a banda dos anfitriões) e antes da banda de blues do meu amigo Marcelo Watanabe. A bagaça começa tipo a partir das 23h30 no Juke Joint que fica na Rua Frei Caneca, 304 – Tel : 3120-1229
Tô falando que eu tô atravessado… o escrito era esse aqui.
E amanhã tem “Tempo Instável” no Festival Fábrica de Animais do Juke Joint. A gente toca a partir da Meia-Noite logo depois da banda anfitriã “Fábrica de Animais” da Fernanda e do Flavinho Vajman e antes da banda do meu amigo (genial guitarrista) Marcelo Watanabe. O Noa não vai poder tocar contra-baixo com a gente (tem outro trabalho), mas o Rubens K vai estar aí e já disse que encara essa roubada. Então vai ser divertido.
Tá pra sair o filme “Shine a Light”, do Martin Scorsese, sobre os Stones – que na minha opinião é a maior e melhor banda de rock’n'roll na ativa. O Bortolotto colocou o trailer lá no Atire no Dramaturgo. Vale a pena conferir. E hoje, dando uma “zapeada” no You Tube, achei este da gravação de “Sympathy for the Devil”. Muito bacana. Com vocês, a maior banda de rock do planeta: The Rolling Stones…
Pois é, armamos um churrasco – pretexto pra fazer um roque com os caras-, na casa do Carlão e da Paty, que são vegetarianos, mas são vegetarianos do bem. De quebra o OAEOZ ia ensaiar. Porra, quer mais que isso? O som da banda tá afiadíssimo. O Igor se juntou com a gangue (Camarão, Ivan, Zóio e Carlão), e tá saindo uma sonzeira, com uma pegada muito mais forte do que eu tava acostumado a ouvir no OAEOZ. Tá muito bom o show, imperdível. Bom, a Gabi bateu as fotos – desta vez da pra ver as coisas, heim, Gabi? Hehehehe, brincadeira. Nem precisa dizer que tomamos todas e eu perdi o show do Opinião Pública (com o Arnaldo Machado nos vocais!). Foi um pecado, um a mais se juntou aos tantos que já tenho. Que foda.
Rkjazz solos
Mr. Renatinho
Mr. Igor Ribeiro
Mr. Carlão
Mr. Caco
Domingão a gente se internou gravando baixos na casa do Igor Ribeiro, pro disco do Camarão (batera do OAEOZ). Camarão é compositor e faz letras muito bacanas. Rolou até um “churrs” a 1 da matina! Belas linhas e um vocal muito afinado – não lembro o nome da garota-, que vai resultar num puta disco. Grande Camarão!