Se eu estivesse em Curitiba, era onde eu iria estar…no show do OAEOZ
Sexta-feira, 31 Agosto, 2007Quarta-feira, 29 Agosto, 2007
Ela falou alguma coisa sobre ir embora. Depois falou que precisava tirar o carpete da sala, dos quartos. Disse que precisa de mais espaço pra respirar. Eu tava na cozinha olhando pro nada, copo de café na mão, tentando entender como as coisas acontecem, como a felicidade surge e te leva num turbilhão. Lá da cozinha eu só consegui dizer um “como você achar melhor”. Imediatamente me arrependi de ter dito isso.
Link do programa “Garagem”
Segunda-feira, 27 Agosto, 2007

O Rafa me mandou o link do programa Garagem, que a gente deu entrevista lá em Maringá. Agora é ficar esperto e conferir pra ouvir a entrevista que rolou lá. Não sei quando vai entrar. Foi bem legal. Valeu Rafa. Abraço a todo o pessoal do programa.
E amanhã tem o Flávio “Gruvox” Jacobsen no Wonka
Segunda-feira, 27 Agosto, 2007Porão Loquax apresenta:
Flávio Jacobsen + Gruvox + Rubens k + Carlão, etc… em
A Mulher mais Vagabunda do Pedaço & Outros Poemas Sujos
Terça, 28/08, a partir das 22h, R$1,99
Wonka Bar : Ano 3
R. Trajano Reis, 326
fones 3026 6272 : 9142 0810
Eu sabia que ia dar nisso…
Quarta-feira, 22 Agosto, 2007Prezados finalistas,
Visando democratizar a escolha das bandas vencedoras do concurso “Dá um
GÁS na sua banda”, o Guaraná Antarctica decidiu deixar esta escolha a
critério do público através de votação popular, conforme regulamento
publicado no site www.gasfestival.com.br.
Contudo, transcorridos 4 dias da votação popular, evidenciaram-se
tentativas de conduzir a votação através de meios discordantes do
regulamento.
Estas tentativas acabariam por desvirtuar o resultado do concurso, motivo
pelo qual a realizadora decide, sempre com base no regulamento, conforme
item 8.7, suspender a votação popular, não considerando o resultado até o
momento obtido.
Diante disso, a seleção das 20 bandas vencedoras, será efetuada por uma
comissão julgadora escolhida por profissionais da gravadora Som Livre.
O resultado será divulgado através do site www.gasfestival.com.br no dia
25 de agosto de 2007.
Agradecemos a participação daqueles que, compreendendo a intenção do
concurso, votaram adequadamente.
Atenciosamente,
Guaraná Antactica.
Terça-feira, 21 Agosto, 2007
No deserto todas as cores se fundem e se transformam num tom só. Não sei se da areia, do céu, ou que porra acontece nessa luz estranha que tudo ganha uma profundidade irreal – pra não falar nas miragens. A pá fazia um caminho próprio movendo a areia seca. Eu afundava mais e mais a cada passo, mais ainda do que o de costume. O carro ficou a uns duzentos metros. Fiquei com medo que afundasse na areia e nunca mais saísse de lá. Era a última coisa que eu queria. Ela era jovem. Jovem demais pra estar embrulhada num cobertor sujo. Jovem demais pra estar sobre meus ombros. Jovem demais pra não estar num desses lugares à beira mar, com outros da idade dela. O que ela poderia ter feito de tão grave? Fiquei uma boa hora cavando uma cova de tamanho razoável. Antes de coloca-la dentro, dei uma boa olhada no seu rosto. Era muito bonita. Queria que ela pudesse ter os olhos abertos pra, pelo menos, ver o deserto pela ultima vez. A gente não tem a mínima idéia pra onde se vai quando a vida vai embora. E se for pra um lugar assim, como o deserto? É uma péssima idéia morrer. Pior ainda: é uma péssima idéia provocar a própria morte.
Terça-feira, 21 Agosto, 2007
Eu trabalho como barman. Tenho meu próprio bar. É um buraco escuro, mesmo durante o dia. Luz? Só dos néons, com marcas de cigarro e cerveja. Ela entrou e sentou no balcão. Eram mais ou menos dez da noite. Fecho pontualmente meia-noite, dia após dia. Nesse intervalo ela tomou praticamente a garrafa toda de uísque. Era minha única e última cliente daquela noite. Falei que ela já tinha bebido o suficiente e que teria de sair, pois eu ia fechar o lugar. Ela disse que não tinha pra onde ir. Eu fiz a minha cara de desprezo. Conversa fiada. Como uma mulher não tinha pra onde ir? Falei que não tinha jeito. Que ela tinha que sair. Ela pagou a conta, saiu e sentou na calçada. Não estava bêbada. Estava com uma cara de quem realmente não tinha pra onde ir. Fechei a porta de ferro e comecei a faxina habitual. Quando fui colocar o lixo ela ainda estava no mesmo lugar, olhando pro nada. Então falei que se ela quisesse podia me acompanhar num drink. Ela não hesitou nem falou nada. Passou por mim e pela porta de ferro e sentou no mesmo lugar. Peguei a garrafa e copos. A garrafa já estava pela metade, já deveria ter passado uma meia hora, e nenhum de nós tinha falado uma palavra. Eu não sabia o que dizer e nem sou um intrometido. Ela não me parecia a fim de falar sobre o que quer que fosse. Ficamos assim. Ela me pediu um cigarro, então pude olhar bem dentro dos olhos dela. Vi a chama refletida nos grandes olhos castanhos. Ela não era bonita, nem feia. Não se enquadrava em nenhum dos dois padrões. Era diferente. Fiquei sem jeito e ri. Ela perguntou o que tinha acontecido pra eu rir. Falei que fazia tempo que não olhava alguém assim, desse jeito e nessa situação. Que tinha ficado nervoso. Ela riu e disse que eu parecia ser um cara legal. Ficamos em silêncio por um bom tempo. Podia escutar o barulho dos ponteiros do relógio no pulso dela, o barulho do ar entrando e saindo dos nossos pulmões, podia até “sentir” a fumaça se misturando. Foi um momento diferente pra mim. Quase acreditei que era mágica acontecendo. Então ela levantou, foi ao banheiro e, quando voltou, disse alguma coisa sobre o dia estar amanhecendo. Eu respondi perguntando se ela ainda não tinha pra onde ir. Ela confirmou. Então falei que ela podia ir lá pra minha casa. Que ela podia ficar tranqüila, pois não sou nenhum tarado nem nada. Ela agradeceu, mas disse que não. Que ela acreditava em tudo que eu tinha dito, mas que ela iria andar um pouco. Nunca mais a vi ou tive qualquer notícia sobre ela. Sinto muita falta da companhia dela. Ela realmente parecia não ter pra onde ir.
Sexta-feira, 17 Agosto, 2007
Acordei com vontade de ouvir música em espanhol. É uma bela língua, o espanhol. Imediatamente penso nas espanholas. Espanholas morenas, irrequietas, com uma personalidade do cão – cadelas teimosas. É assim que vejo as espanholas. Não sei se lembro de alguma que não seja morena. Não deve existir essa mutação. Quando aumentei o volume, um debilóide ficou gritando na mesma intensidade do som. Aumentei mais ainda o volume. Aumentaram os gritos e agora uns gemidos também se juntaram ao resto da ladainha. Desliguei o som e bati na porta do filho da puta. Quem atendeu era mesmo um debilóide, um retardado. “Os gritos” eram ele cantando. Fiquei desconcertado. Não tinha mais ninguém ali, então não falei nada e fui embora. Não liguei mais a música também. Lembrei que quando eu era pequeno, oito anos, sei lá, tinha um desses caras no colégio. Não na minha sala, mas estudava junto com os caras do primeiro ou segundo ou terceiro ano. Todo mundo olhava o garoto. Ele era mesmo diferente. Tinha um monte de problemas com o lanche, com o material, com todo o mundo que o cercava. Ele tinha um amigo. Um negrinho que ficava o intervalo todo ao lado dele e ajudava com as coisas. Que dupla. Bom, o garoto me parecia forte. Tinha uma cara que destoava de todo o resto, mas me parecia bastante capaz de enfrentar quem atravessasse o seu caminho. Na verdade ele mais assustava do que outra coisa. Dele saiam uns gritos agudos de felicidade ou o que quer que seja, quando ele parecia feliz com alguma coisa. Eu o evitava por não saber lidar com aquela criatura. Não podia prever o que faria e isso me deixava em desvantagem. Uma vez, no pátio, ele agarrou uma menina, uma das bem bonitas, por trás, mas logo soltou e saiu correndo como um louco pro outro lado. O negrinho foi atrás dele. A menina ficou horrorizada. Foi a gota d’água. Chamaram os pais do garoto e forçaram a transferência do “monstro” pra outro lugar, um mais apropriado pra caras como ele – lembro que foram as palavras da época, mais ou menos. Hoje quando dei de cara com o retardado, lembrei do cara da escola. Fiquei pensando no que ele fez. Não foi nada rude, não foi agressão. Acho que na verdade ele gostava dela, achava ela atraente - como qualquer outro garoto da escola. Ele só foi mais corajoso que o resto de nós.
Shows Shows Shows!
Segunda-feira, 13 Agosto, 2007
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Casa Belfiore – São Paulo | São Paulo (SP) | ||
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Prakêtha – Jundiaí | Jundiaí (SP) | ||
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Duet’s Pub – Londrina | Londrina, Paraná | ||
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Tribos – Maringá | Maringá (PR) | ||
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Festival Calango – Cuiabá | Cuiabá (MT) | ||
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TV Câmara – Brasília | Brasília (DF) | ||
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Fnac – Brasília | Brasília, Distrito Federal |
Dia 17/08 vamos tocar com o Trêmula (Tomás Magno produziu). Conheçam os caras.

Enjaulado Blues
Segunda-feira, 13 Agosto, 2007
Foi muito bacana tocar com o Mário e o “Máquina de Lavar Roupa Blues Band”. A gente se reuniu, eu, Carlão, Rodriguinho e Coelio, pra fazer o disco “Cachorros Gostam de Bourbon”, do Bortolotto, aqui em Curitiba. Ainda teve a Fernanda D’Umbra nos backing vocals. Ainda teve uma porrada de história disso ae. Muito legal a edição do Marcelo Montenegro, pra variar. Legal também é ver os caras, Clóvão, Everton, Marcio Américo (traveco) e o Paulão Rock and Roll. O Mário da mais detalhes no blog dele. Agora, com vocês: Enjaulado Blues… solta essa porra!
direção: Mário bortolotto
edição: Marcelo Montenegro
Publicado por rkjazz
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