Internet é mesmo uma maravilha! Possibilita que você conheça coisas que, há alguns anos atrás, seriam bem difíceis. Foi assim que conheci o trabalho do Gabriel Barros-pela internet. Ele mandou um comentário no blog e eu fui conferir, aliás, sempre vou conferir. O cara manda muito bem no que faz (artes plásticas). Gostei, e olhe que sou um bosta pra entender essas coisas – ou gosto ou acho uma merda. Não entendo nada. É no visual mesmo. Pois não é que o cara toca guitarra e harmônica pra caralho! Porra, disso eu entendo. “Jazzera” da boa! Fui lá conferir o link que ele me passou e foi uma boa surpresa. Temos só que marcar uma Jam, de preferência com o Igor Ribeiro junto. Vai ser bem bacana. Confiram o link aqui do lado (pro My Space do cara), e aumentem o volume. O som é muito bom.
Folhetim Urbano – entrevista, por Léo Vinhas.
Quinta-feira, 26 Julho, 2007

E o brother Léo Vinhas mandou ver uma entrevista com os caras do F.U. (Carlão, Renatinho e Marcelinho – e agora o Zuba, nos teclados). Torço muito por esses caras. São pessoas de verdade. Pessoas do bem, se é que me entendem (Thunderbird ae). Acompanhei a batalha pessoal dos caras pra lançar esse disco, que graças a Deus foi lançado. As dificuldades com o mundo, que parecia conspirar pra tudo dar errado, etc, etc. Mas tem uma coisa: quando você quer muito algo, você supera tudo e todos pra conseguir. Foi o que esses caras fizeram. E ainda tem as participações mais que especiais dos nossos ídolos, mestre Linari e Jorge, da fantástica banda La Carne. Tenho muito orgulho dos meus amigos. Gostaria que todos pudessem conhecê-los e ao seus respectivos trabalhos . Tem uma pequena chance aqui. Aproveitem!
Entrevista com Folhetim Urbano
Saiba quem foi Zoroastro Avon (avô dos caras, eternizado na capa do CD e numa canção do F.U.).
O vencedor do concurso pro vídeo “Charlie”, dos RHCP
Quarta-feira, 25 Julho, 2007
Os caras, RHCP, fizeram um concurso pra rapaziada fazer um vídeo da canção “Charlie” e esse ganhou. Não é permitido botar aqui. O vídeo mostra os caras ainda moleques, e tem umas garotas muito bacanas. Califórnia…
Série “vídeos sei lá, entende…”
Quarta-feira, 25 Julho, 2007
Paula Toller – Derretendo Satélites
Porra, o que o diretor (Lui Farias) quis dizer com este vídeo? Caralho, não entendi merda nenhuma. Poderia entrar tranquilamente na série “vídeos constrangedores”. A Paula Toller é muito bacana, mas porra… o cara forçou a barra.
Série “vídeos prediletos” – por motívos óbvios…
Quarta-feira, 25 Julho, 2007
Fausto Fawcett & Falange Moulin Rouge – Básico Instinto
O Fausto sabe como se divertir. Alguém tem alguma dúvida? Marinara, Regininha Poltergeist, Gisele, kátia Talismã… na banda o Laufer, Dé…
Segunda-feira, 23 Julho, 2007
Caixas de fósforos por todos os lados. Sacos e mais sacos cheios de caixas de fósforos sem palitos. Parecia uma coleção maluca. Umas estavam coladas, tinham rótulos de várias marcas e anos. Era uma coleção maluca, com certeza. O sofá surrado e desbotado do que parecia ser um azul anil. As paredes cobertas com recortes de jornais e algumas fotos indecifráveis. Um abajur sem lâmpada, caído bem no meio do tapete sujo e rasgado. Era um cenário de pobreza, mas parecia ter uma autenticidade constrangedora. Infarto – me disseram. Pra mim foi solidão.
Quinta-feira, 19 Julho, 2007
Tinha uma daquelas luas imensas, cheias, bem em cima da cabeça dela. Ela jurou que não ia pular. Que, na verdade, estava só testando seus limites. Achei uma bosta essa brincadeira e falei pra ela que parasse com isso ou pulasse de uma vez. Dei as costas e fui acender o cigarro, transtornado. Escutei o barulho dos pés dela no concreto da laje e, logo depois, senti os dedos dela no meu cabelo. Que merda isso – falei. Mania de fazer bosta! Ela riu e disse que eu estava era com medo de perdê-la. Disse que não. Que tava pensando na merda toda se ela pulasse. Na polícia, que não ia acreditar que ela mesma tinha se jogado dali. Na mãe e pai dela, que iriam me incriminar ainda mais. Então ela disse que se sentia muito sozinha. Que eu não ficava mais do que meia hora com ela. Que depois que eu ia embora, ela se sentia como que abandonada no meio de um puta oceano escuro. Ela sempre dramática, quando exige atenção. Então nos abraçamos e ficamos olhando praquela lua imensa. Engraçado, eu também me sinto perdido, só que num grande deserto. Abracei ela mais forte e disse baixinho que deveríamos nos casar. Ela esboçou um sorriso e continuou em silêncio. Talvez, lá dentro do seu mar imaginário, ela não tenha a certeza de querer se salvar.
Terça-feira, 17 Julho, 2007
Grécia. Ela disse que gostaria muito de conhecer a Grécia, se tivesse condições. Falou isso olhando as fotos do caderno de turismo. Nunca tive vontade de sair do quarteirão. Não tenho a mínima paciência pra me meter num avião, me apertar na classe econômica e gastar todas as economias só pra sair do lugar. Sei que ela me acha sem graça por isso. Um pé no saco, como ela mesma diz ás vezes. Ela é muito nova e deve ser por isso essa necessidade toda de movimento. Ela apareceu com uma câmera de segunda mão, dessas antigas. Pensei que ia ser uma coisa boa. Que ela ia se divertir aprisionando o que quer que seus olhos capturem. Pra minha surpresa, ela só tira fotografias de nuvens, do céu nublado. Ela me explica as fotos. Não consigo entender. Falei que ela deveria tirar fotos de flores, de coisas coloridas. Que isso faria bem pra ela – um pouco de cor. Ela me disse que é assim que enxerga as coisas. Ela é capaz de me fazer ir da alegria extrema a melancolia em segundos. Fico na penumbra fumando e pensando como vai ser quando chegar a hora disso tudo terminar. Adormeci olhando pro corpo dela dormindo, respirando. Quando acordei, ela não estava em canto nenhum. Geralmente ela me acorda com seus pequenos barulhos. Botei uma dose no copo e acendi um cigarro. As cortinas fechadas para a rua e toda a claridade que lá existe. Então achei mais uma das fotos com nuvens.Tinha um belo e triste texto, escrito no verso.
Publicado por rkjazz
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