Essa é pra quem nunca viu uma guitarra “barítona” em ação.
Essa é pra quem nunca viu uma guitarra “barítona” em ação.

É, tô ficando mais velho e mais responsável ainda ..rsrs.Vai ter outra daquelas festas lá em casa, vocês levam as cervejas, o resto a gente da jeito.Vai ter fogueira, pinhão, pipoca, quentão, telão (quem quiser, leva uns vídeos), bandasjam, o Camarão vai levar umas artes dele pra espalhar no quintal e sei lá o que mais. Das bandas com integrantes mais ou menos certo (já que é tudo festa), vai ter o Folhetim, o Oaeoz, os Índios e o Ruído. O Popote falou que vai tocar e dançar em todas! Vichi! E vai rolar as jams de sempre, prato principal da casa! Eu vou tá lá cedo (por sinal, eu moro lá!), quem puder pintar antes pra me ajudar na finalização, já terá uma cerva rolando. Mesmo assim a festa começa cedo, às 15h. Convidem quem vocês quiserem, desde que levem cerveja e não sejam mala’s, porque eu não tenho amigo mala. Você conhece algum????
Então é isso:
Festa na casa do Carlão
Rua Francisco Prestes Maia 1096 – Boa Vista – Barreirinha
dia 26/05/07 – Sábado - a partir das 15h
fone: 99584000
E também tem:
Pois é. Se eu pudesse, ficava por lá mesmo. Meu irmão mora lá, meus amigos também, (não que eu não tenha amigos aqui, não é isso), e a vida na praça é uma boa pedida. Vamos incomodar o brother Alessandro Bartel… Não conhece? É o Robocop – Que porra é essa de pesquisa sobre gripe aviária?. Grande amigo e que não aprendeu ainda a dizer não – Pra nossa sorte… hehehe. Acontece que essas pessoas me fazem falta. Quando eu volto, fico fumando na sacada, não deixando ninguém dormir em casa, andando pra lá e pra cá, ligando e desligando a TV, escutando música… Na verdade queria mais… Conversar mais, beber mais do que o corpo agüenta… Ficar ali olhando o Kim se tele transportar, “Deus” não falar nem um sermão da montanha, mas pedir outra dose de uísque, ou vinho. Pierre e sua elegância discreta, sacando tudo por entre aqueles olhos apertados. Fernanda D’Umbra e sua presença indispensável. Sua inteligência indispensável – E tem ainda todo aquele charme – Pois é Marião… Irmão, você é a melhor coisa que tem na vida de muita gente - Na minha, por exemplo. Devo a você não ser um babaca completo. Sinto muita falta de conversar contigo sobre “a coisa insignificante que é a nossa vida”. De saber qual é o plano B – Você tem um? Fui ver hoje o Arismar do Espírito Santo, Workshop, com o grande irmão Glauco Sötter. Um puta baixista o Arismar. Não sei quantos anos ele tem – Deve ter quarenta só de música… hehehe-, mas tem uma filha de cinco ou seis anos. Daí falei pra ele: Arismar, vi um lance, um programa de TV na madrugada, com o Luisão Maia, e ele falou que tinha comprado um baixo no Japão. No Japão, porra, e o baixo tava meio que trastejando (fazendo um ruído de corda no traste… ah! vão a merda!). Daí ele falou que tinha acabado de comprar o baixo (tipo brinquedo novo), e comentou isso meio que se desculpando pelo som. O Arismar: Maluco, tem o seguinte: Tinha um cara lá que tinha um baixo… Fender Búfalo, saca isso? Búfalo? Então… Acontece que o baixo era uma merda. O cara não conseguia tocar com ele. Então o cara vendeu pro Luizão por uma ninharia. Uma merreca. Daí, depois de um tempo, o maluco sacou o Luizão fazendo um som com o baixo. Porra, o cara chegou pra mim e falou: Ta vendo só? Vendi esse baixo pro Luizão por uma merreca. Ninharia. O baixo é bom pra caralho, perdi grana. E eu (Arismar, no caso): Ta louco? Esse baixo é uma merda. O Luizão que é foda… Tá vendo Marião… queria te contar umas coisas…

Pois é, tinha que ser uma mulher pra mostrar pra rapaziada como se faz um disco de rock. Juliette Lewis and The Licks, com o Four on the Floor, foi o disco de rock mais legal que eu ouvi até agora. Confesso que fiquei com o pé atrás quando a Gabi jogou o CD na minha mão – Tem essa coisa dela ser atriz (Johnny Deep, kiefer Sutherland, pra parar por aqui), que me parecia, o rock, algo pra se fazer enquanto um bom roteiro não aparece. Nada disso – Sim, sou um bosta de um preconceituoso. Ouvi o disco com calma, sacando os arranjos, os músicos, a produção e, claro, ela cantando – destaque para “Purgatory Blues, ou “Cheap Shots”. Se ela ta esperando um bom roteiro, pode esperar o quanto quiser. Ela dá um show nos vocais e a banda é foda pra caralho. Dá pra sentir que ela canta com vontade e com técnica. Tem o makink off #1 e #2 no You Tube, pra quem quiser conferir, e digo que vale a pena. Dave Grohl nas baquetas também ajuda e muito. Vou cometer uma “heresia”, mas ainda bem que o Kurt estourou os miolos (ou a Courtney estourou os miolos dele, vai saber). Não sei se o “grunge” do Nirvana estaria por ai ainda. Acho difícil e o Kurt teve uma saída honrosa – E deixou um puta trabalho também. Acontece que com a morte do Cobain, Grohl montou o Foo Fighters, que é uma puta banda, e ta liberado pra tocar com quem der na telha (Queens of The Stone Age, Juliette, etc., etc.). Sim, eu estava enganado em relação ao trabalho da Juliette Lewis and The Licks. Como não sou crítico e nem jornalista de cultura, ou porra nenhuma além de um cara que gosta de rock, posso voltar atrás e falar bem do que eu vi e ouvi. Melhor, posso escutar na frente de todo mundo, e bem alto.
Penso que pode ser falta de fé. Eu gostaria de ter aquela alegria imbecil, aquela alegria de quem não questiona nada, de quem não sabe de nada, de quem não tá nem interessado em saber nada. Só em ser feliz, ter uma família e filhos, um trabalho normal e sei lá mais o quê. Tudo começou muito cedo – essa agonia e vocação pra decepção. Duvidava que Deus pudesse ver tudo. Quando descobri o tamanho do universo então, minha crença nele desmoronou. Por que diabos, com um universo gigantesco, ele iria se incomodar com meu dedo machucado, depois com meu coração partido, depois com meus miolos escorrendo da parede? Cresci com uma sensação de abandono incomensurável. Deixei pra trás a primeira menina por quem me apaixonei, depois a cidade, depois esqueci da onde e quem eu era e o que exatamente estava fazendo ali. Mesmo assim, segui rezando. Rezando para que eu estivesse errado e ele me desse uma prova disso, uma prova contundente, enquanto olhava pro teto escuro madrugada adentro no mais profundo silêncio. Ela veio. Eu me assustei com toda aquela luz e tive medo de morrer. Mais um erro. Sabia que deveria ter acreditado que deveria ter tido fé. Isso foi demais pra ele. Foi demais pra mim, com toda a certeza. Hoje quando ouço que Deus não existe, fico de canto e falo baixinho: vai chegar a tua vez. Se ela chegar, não tenha medo, não seja cuzão e passe pela porra da luz que cega. Quem sabe ele te conta as coisas que eu sempre quis saber. Quem sabe você volta e eu posso perguntar e acabar com toda a agonia de uma vida inteira.
Pouca coisa me diverte ultimamente. Tenho olhado mais pro chão. Pessoas demais indo embora, e eu nem conheci direito. Sinto falta. Não sinto pena. Sinto falta daquilo que eu não fiz. Sinto falta de poder falar alguma coisa, não que isso vá mudar merda nenhuma, mas queria falar alguma coisa, e não tenho nada pra dizer. Já pensei em desistir várias vezes. Como aquele cara encurralado no canto do ringue, rezando pra que alguém de bom senso jogue a toalha. Já pensei nisso. Mas não acho natural. Cresci com medo. Medo de alguma coisa que eu não sei direito o que é, mas tenho medo. Não tenho muita coisa nessa vida da qual me orgulhar, mas o que eu tenho, eu respeito. Sei que tem um oceano entre eu e o que eu gostaria que fosse a verdade. Sei disso. Tem sonhos em que me afogo. Falta de ar. Deve ser foda não poder respirar, com todo esse ar por aí. Eu me sinto assim. De uma coisa eu não posso reclamar: conheço pessoas que eu respeito pra caralho, que são meus amigos, que eu amo, que eu posso contar nos dedos, que me perdoam, que, de certa maneira, estão torcendo por mim. Isso pode acabar um dia. Eu sei que tudo pode acabar. Mas não precisa ser agora, não hoje. Eu não to legal e isso iria piorar tudo. Mas é sempre assim que acontece. Tudo bem, vou fechar os olhos e fingir que foi o chão que sumiu.
pular,
apenas pular
e sentir o ar passar por todo corpo em queda
passar pela camada de vapor
olhar
os pedaços de cores
se formando em frente
distinguir o azul
do resto do passado
sublimar-se
anoitecer-se
entristecer-se
virar
virar e desvirar
para observar o vôo em toda
sua amplitude
prestar atenção nos detalhes
pra que sempre
que sentir necessidade
relembrar
pular…
* Para a Dusty.
Dusty é uma gata preta que mora com a gente, ou a gente é que mora com ela, não sei ao certo. Tem esse nome porque, segundo a Rosi, era tão feia quanto o Dustin Hoffman. Ela é londrinense, como Mário Bortolotto (também morou com o Mário). A Rosi achou ela num dia de chuva – deve ser por isso o mau humor constante dela. Ela tem dezesseis anos, aproximadamente, mas ainda tem muita saúde – muito mais que eu-, pra agüentar um bom tempo dormindo em cima da barriga da gente ou enrolada em algum cobertor por aí. Fiz o poema olhando ela andar, de um lado para outro, no parapeito da janela do apartamento, no décimo andar, e o Ivan Santos (OAEOZ) musicou. A gente tinha uma banda, cujo nome era “Dusty”… conhecidência, né não?