DOENTE…

Sexta-feira, 27 Abril, 2007

ALGUMA COISA NEFASTA ME PEGOU. ESTOU DOENTE. VOU DAR UM TEMPINHO PRA VER O QUE É E DEPOIS PASSO MAIS POR AQUI. GRANDE ABRAÇO A TODOS.


Que venha a noite…a gente aguenta.

Sábado, 21 Abril, 2007

 Clarah Averbuk e Fábio Brum cantando Rolling Stones, o dia aparecendo logo ali em cima das nossas cabeças. Douglas Kim flutuando de lá pra cá, se materializando e sumindo entre um papo e outro. Nick preocupado com a esquina e com outras coisas que só ele sabe. To sentado na calçada com o meu irmão Bortolotto, e a vida não tem sido fácil. Ninguém tá reclamando disso ou daquilo, mas ela, a vida,  poderia dar uma chance, ás vezes. Tem umas coisas que não dá pra explicar. Penso que eu tenho sorte. Então a gente bebe por isso – pela sorte.  Penso que poderia ser bem pior, mas isso não serve de consolo. Então a gente bota mais duas pedras no uísque que o Trovão traz. Também tenho os meus motivos – todos tem-, mas não vai ser agora a hora de estourar os miolos. Isso vai ser mais pra frente. Agora a gente se preocupa com os amigos, com uma mão quebrada, com um coração abandonado, com uma vontade de abraçar alguém e de pedir desculpas. Mas a gente é assim, fazer o quê? Não dá pra mudar agora. Tarde demais. Tem um cachorro do outro lado da rua que me olha de um jeito sincero pra caralho. Nunca fiz nada de bom pra ninguém na minha vida, pelo contrário. Sou bom em foder as coisas – esse é o meu talento. Então eu vou até lá e passo a mão na cabeça do cão. Me sinto melhor. Sério. Me sinto melhor, mais ainda não consigo dormir.


A lenda

Sexta-feira, 13 Abril, 2007

 

 

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Rodriguinho “lenda” Genaro e eu no Show do F.U. ontem


E os malucos foram pra Londres

Sexta-feira, 13 Abril, 2007

Foram mesmo e já faz um bom tempo que estão por lá. Depois do Marcelo Borges, o Renato Larini (falei dele no post anterior, era o baixista do Acrilírico), o Osso (este preciso de um post só dele pra explicar a figura. Só pra constar, é do Osso a frase, falada dentro de um puteiro, quando ele brigou com a puta que parece não quis dar pra ele. Osso sacou a genial frase: “Enfia essa buceta no cú”, e foi embora indiguinado. Genial!), e o Rafael Martinez, com que tive o prazer de tocar na Jully et Joe – fizemos uma “demo tape” juntos, nem me lembro o ano, mas tenho aqui. O Rafael é fã do Robert Fripp e seu “Friptone”, por consequênia escutamos King Crimson pra caralho com o cara. descobri o genial careca Tony Levin e seu Stick Bass através do Rafa. Bacana saber que o s caras estão na ativa por lá. O Renato fez o vídeo do Martinez Trio. Renato é uma espécie de cientista maluco, meio inventor, músico e agora vagabundo (tinha uma brincadeira dos caras do Casseta e Planeta que era assim: “eu faço vídeo, vagabundo a puta que o pariu, faço vídeo”. Era uma música, eu acho,  que a gente usava pra encher o saco do Marcelinho. Agora é o Renato o grande vagabundo, hehehe.). Sorte pros caras. Um dia a gente se tromba por aí.

O Vídeo

 

Movie Director : Renato Larini
 


Terça-feira, 10 Abril, 2007

Eu toco baixo. Se eu sou bom nisso? Sei lá. Se ser bom é ser famoso, ganhar grana, então não sou. Mas não toco por hobby. Toco por necessidade. Enquanto uns tiram a noite pra descansar do trampo que começa cedo, eu estou acordado, com meu baixo no colo, com uns vídeos e discos de uns malucos que também tocam, tentando sacar alguma coisa que me possa ser útil.  Toco até o dia nascer e por ele adentro. Não me canso. Ninguém me ensinou essa porra de contrabaixo. Aprendi olhando caras na madrugada da Cruz Machado, no Saul Trompete, caras tocando jazz na noite, caras que gravaram discos pra lá de bacanas. Caras que me confidenciavam escalas maiores e menores quando o sol tava começando a estragar uma noite perfeita. Aprendi assim, não tinha outro jeito. Se eu sei alguma coisa? Aprendi em cima de erros. Erros que me foderam as mãos, os ouvidos, o fígado e a paciência. Aprendi que nunca se tem o controle da coisa toda. Aprendi a fechar os olhos e deixar a música entrar. Aprendi a escapar de absurdos em “jam sessions”. Aprendi que o meu melhor amigo é o cara da bateria e que tenho de conviver e confiar nele pro resto da minha vida. Aprendi que não posso errar. Toco um instrumento que mexe com o estômago e com os nervos. Se vale a pena? Se você quer ser músico e quer grana e reconhecimento: toque outro instrumento. Não passe perto do baixo. Finja que não viu ele ali no canto. Suas chances vão ser melhores. Até semana passada eu sobrevivia de dar aulas. A escola que eu dou aulas vai fechar e eu vou ficar desempregado. Se eu estou preocupado? Nem um pouco. Ficaria se fosse programador de computadores, motorista, executivo, engenheiro. Sou baixista. Não tenho o que temer.


Thelonious Monk – documentário

Sábado, 7 Abril, 2007

 

Thelonious Monk – Straight No Chaser Part 3

 

Antes não gostava de documentário. Achava um troço chato pra caralho. Antes também não gostava de ler. Achava uma perda de tempo. As coisas mudam. Hoje prefiro os documentários e os livros – Os biográficos são os que mais me interessam. Isso não quer dizer que eu goste mais das pessoas. Só respeito os bons. Ontem vi o documentário sobre Thelonious Monk. Porra, que cara. Eu sempre falo, pra mim mesmo e até deixo escapar para os outros, que vou parar de tocar. É da música que “mexe nas gavetas*”, que incomoda, que esculhamba tudo e trás a tona um monte de coisas que a gente não sabe lidar direito, que eu falo. É essa a música que, ás vezes, dá vontade de largar, mas é impossível. Vendo o Thelonious da pra ver essa música. A maneira que ele a compõem, que executa, a entrega, a insegurança e a sensação do incompleto. Mesmo todo aplauso não é o suficiente pra convencer que a coisa ta funcionando, que saiu do jeito que tinha que sair. Eu saquei o maluco do Thelonious e seus demônios. Que genial a pessoa – Só conhecia a obra do cara. Ele parou. Dizem que foi por conta de uma doença. Jaco também tinha dado um tempo da música (ele era maníaco depressivo, ou seja: música de verdade mata). Thelonious afirmou que não tinha mais necessidade daquilo tudo, por isso deu um tempo. O que é “aquilo tudo”. Uma visão chula da coisa toda diria que é a música, óbvio. Ela, a música, é o produto final de todo o sentimento, de uma vida. Thelonious deve ter se cansado dessa vida. Cazuza transformava o “tédio em melodia”, em poesia… Pois é, chega uma hora que isso acaba com a gente.

 * Frase do Raul Cortez, definindo o que sente quando vê o teatro do Mário Bortolotto.


Hunter S. Thompson interviews Keith Richards

Quinta-feira, 5 Abril, 2007

 


Um blues para Miles Davis & Mário Bortolotto

Quinta-feira, 5 Abril, 2007

 

   

 

Miles me parece sempre sacudo tocando trumpete, com o seu pijama de bolinhas. Ele sabe o que esperam dele, e é isso que parece deixar ele sacudo. Ele tenta, tenta deixar as coisas como estão, mas pra um cara como ele é impossível; ele é Miles Davis e todos esperam que ele sopre aquela porra de trumpete divinamente. Deve ser solitário ser Miles Davis e tocar tão bem. Se soubessem o que Miles está sentindo, o que ta passando pela sua cabeça naquela hora quando ele ergue e assopra o trumpete, teriam desistido de tentar entender…a maioria teria deixado pra lá. Não agüentariam.


Links na comunidade “Baixistas de Pantão”

Quinta-feira, 5 Abril, 2007

Botei uns links, lá na comunidade, pro You  Tube, com uns vídeos da hora com uns “puta” baixistas. Destaque pra essa jam session aqui: Stanley Clarke, Marcus Miller and Victor Wooten. Deu pra sentir que é foda, né? Aproveite, bote o fone e divirta-se. Abraço.


Miles Davis – Mr.Pastorius

Quinta-feira, 5 Abril, 2007

 

Pros baixistas: quem está tocando o baixo com o Miles? heim?